Definições de Amor

Boa noite, pessoas!
Eu estava refletindo hoje sobre um tema que, nos dias de hoje, tornou-se um clichê. Eu estava refletindo sobre o amor.
Amor, de acordo com o Dicionário Aurélio é 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia. 
A primeira observação que vou fazer é que acho engraçada essa definição. Primeiro por que acredito que o amor é uma daquelas sensações que você não descreve, você simplesmente vive. Cada um tem a sua idéia de como amar, como estar apaixonado. Eu, por exemplo, definiria o amor como você querer o bem de alguém. Este sentimento tem muitas formas. Amo minha família, amo meus amigos, amo minha faculdade, amo minha coleção de CDs. Tem também as sensações, não é? Amo andar de bicicleta, amo olhar o céu, amo fotografar, amo escrever, falar…
Porém… por que falar que o amor virou um clichê? Eu admito, sou uma romântica incontestável. Não daquelas melosas. Coisas do tipo:
– “Eu amo você…”
– “Ah, não, eu te amo mais!”
– “Que isso, eu te amo ao quadrado!”
– “Claro que não, eu te amo muitão, muitão mais!”
Ou então:
*ao telefone*
– “Te amo”
*silêncio*
– “Desliga, amor”
– “Não, desliga você…”
– “Ah, desliga você”
– “Não vou desligar com você…”
Isso para mim não é enamorar¹, é encheção de saco mesmo.
Amar, para mim é você gostar da presença da outra pessoa, sentir saudades do som da voz, do toque da pele, sentir prazer com aquela pessoa e sentir prazer em dar prazer (redundância proposital). É você sentir as famosas ‘borboletas no estômago’ quando vai se encontrar com ele(a), gostar de passar as tardes conversando, comendo brigadeiro… Em resumo, é, literalmente, amar a presença do outro.
Sabe uma coisa que definitivamente não concordo (e por experiência própria)? O ditado “os opostos se atraem”. Isso não é uma regra, isso é a excesão. As pessoas são preconceituosas por natureza, e é normal haver resistência com as coisas que não gostamos ou simplesmente desconhecemos. Como disse um amigo meu “essa história de opostos só funciona com ímã”. A tal “metade da laranja” é aquela pessoa que te completa, que te compreende.
E aquilo que realmente não concordo é em como o amor é banalizado atualmente. As garotas se espelham em esteriotipos de garotos perfeitos lançados pela mídia (as famosas ‘modinhas’, como os Colírios da Capricho, Restart, Crepúsculo, Justin Bieber e afins…)², aqueles principezinhos, de cabelos lisos, sorrinho branquinho, cara de peixe morto, que fazem pose de machinho, mas ficam vermelhos quando a menina joga um sorrisinho. Não vou ser ignorante de falar “acordem! homens assim não existem”, mas sim madura de dizer “acordem! os homens não são todos iguais”. As pessoas são diferentes, cada um com sua caracterista propria, e uma das coisas que se está perdendo é o carinho de se apaixonar pelas peculiaridades, por aquilo que cada um tem em sua essência.
Ok, os homens não estão isentos. É basicamente a mesma história, só que a diferença é: divertimento. Os rapazes querem bancar os machinhos, que “eu pego fulana”, “eu pego ciclana”, “peguei mais que você”, sendo que, a grosso modo, nem pêlos pubianos os mocinhos têm ainda.
Um outro ponto em comum é a precocidade. Crianças de 12, 13 anos, que, ao invés de brincarem de bolinha de gude, ou de boneca, decidem brincar de “mamãe-papai” ou ficar assistindo documentário sobre procriação em sites não-autorizados (leia-se: pornografia). Numa fase em que todo indivíduo ainda está se descobrindo no mundo, descobrindo a diferença do outro… as crianças brincando de fazer outra criança.
Onde o tal amor entra ai? Simplesmente em lugar nenhum. Está esquecido, abafado por conceitos onde o “ser popular” e “estar na modinha” é o mais importante. E nesse ponto, incluo valores éticos e morais também. Sempre que eu falo com alguma garota que só fiquei (e ficar mesmo, de beijinho e pronto) com 12³ garotos, a reação sempre é a mesma: espanto. Espanto por eu me valorizar? Por eu não bancar corrimão de quartel? Por querer me compartilhar apenas com quem eu ache que valha a pena?
E então, para finalizar, entra a mais importante forma de amor (e que eu aprendi, por sinal, através de um tapa que a vida me deu): o amor-próprio. Amar a si mesmo, não com tom de arrogância ou de superioridade, mas sim em tom de respeito. Valorizar o seu corpo, sua personalidade, seu caráter. Isso não é algo que deveria se tornar cafona, só temos um corpo, só temos um “eu”, e nunca mais existirá outro. Qual a graça de eu me gastar? Essa é uma situação que não entendo.
Alguns dirão que essa situação é culpa da mídia (e eu concordo), outros que, simplesmente, o mundo mudou. Só que o mundo não muda. As pessoas é que transformam a vida.
¹ Enamorar: Estar em estado de amor; Apaixonado; Inspirar amor em alguém.
² Uma coisa que sempre digo: para você criticar algo, você tem que conhecer o assunto. Sim, eu leio as reportagens sobre essas modinhas, e é justamente por isso que não gosto, mas eu tenho um porque para isso (não gostar).
³Quem leu o post antes perceberá que havia o número 10 ai. Não… não estou fazendo o post de contador, é que digitei errado mesmo, a quantidade correta é 12.
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