Carnaval

Boa noite, queridos!
Fiquei um tempiinho sem escrever, não é? Falta de tempo + falta de criatividade dá nisso…
Bem, estamos em época de Carnaval, então, por que não falar sobre essa época em que o Brasil simplesmente pára? Já vou logo avisando. Não gosto de Carnaval. Tenho trauma desse povo que fica batucando até de madrugada e não me deixando dormir. Por mais que eu goste de sair, sair nessa época do ano é um inferno! As pessoas bebem demais, fazem putaria demais, berram demais, fazem algazarra demais!
E sabem o que me deixa mais aborrecida? As pessoas “comemorarem” sem saber o que estão comemorando. Ficou igual ao Natal (comércio, marketing), com a escessão que o Natal é uma época calma…
Agora, como a Historiadora chata que sou (certo, certo, nem me formei ainda… rsrs), vou falar um pouquinho sobre a origem do nosso Carnaval e sobre um que eu acho simplesmente lindo!: o Carnaval de Veneza.
Carnaval vem do grego”carnis vallis”, que significa “adeus a carne” (no caso são só a carne alimento, mas aos prazeres da carne, pecados e etc…), são os três dias que antecedem a Quaresma. Esta, como vocês sabem, são aqueles quarenta dias de privações e jejum, e justamente essas privações, incentivaram a criação do Carnaval nos dias que antecediam a Quarta-Feira de Cinzas.
Esses três dias de deleite, antes dos quarenta de privação, eram marcados por festas, onde se comia e bebia a vontade, com sucessivas celebrações pela incessante busca do prazer (com esse tom pervertido mesmo que você, caro leitor, entendeu). Estas festas são regidas pelo calendário Cristão, e surgiram na Idade Média, sendo que  base do nosso modelo atual de Carnaval segue o modelo vitoriano, que surgiu no século XIX, mas foi o modelo de festa parisiense que exportou todas as alegorias, roupas e aquele glamour todo.
Já no Renascimento, o Carnaval se tornou basicamente um baile de máscaras, onde se trocavam presentes, haviam as fantasias ricas e os carros alegoricos. A atual desordem e farra do Carnaval foi sendo somada ao longo dos tempos, com o contato a diversas culturas.
Logo, como já se percebeu, o nosso Carnaval virou mais um motivo para o nosso povo (que nem gosta de festas) prolongar mais um feriado. Afinal, quem (cristãos) aqui fica em abstinência durante os quarenta dias da Quaresma?
O Carnaval de Veneza é extremamente belo, e preserva suas tradições originais desde o século XVII. Mesmo sendo proibido em 1797, quando Napoleão Bonaparte assinou o tratado de Campo Formio (onde, resumidamente, a Áustria renunciava grande parte do Norte da Itália, cedendo-a para a França) e sido retomado dois séculos depois, os grandes bailes de máscaras e as festas ricas (em detalhes) foram mantidas.
Minha opinião? Bem, alguns podem até achar que não sou patriota. Porém, sou sim, e provavelmente uma das pessoas mais patriotas que vocês conheceram. Justamente por isso, bato o pé em como os valores da nossa sociedade estão conturbados. Em como nossa cultura está perdendo sua identidade. Em como o jeitinho brasileiro (para bom entendedor, meia palavra basta, certo?) está cada vez mais espalhado.
Abraços e até a proxima! 😀
OBS.: Abaixo, algumas fotos do Carnaval de Veneza

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